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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Rebento de contradições
Não, não se apaixone
Eu tenho verdades guardadas
Nas encostas da Rodovia Washington Luiz,
Não, não me ame,
Eu riscaria seu corpo a giz,
Não me queira, eu trago
Vontades escondidas
Nos saltos dos sapatos,
E nos quadris,
Não, não me peça
O que não pode ser,
Não, não me obrigue a ter que dizer
Que não consegui,
Debati-me, joguei-me contra a parede
Fiz jejum, fiquei com sede, fingi.
Confesso, fiz igual o “poeta,”
Imitei a meretriz, desejei ser analfabeta
E nunca ter lido os seus “diários de motocicleta”.
MARIA JÚLIA PONTES
ciadapoesia.blogspot.com
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Bonito
Se o que soa de ti me agrada aos ouvidos
Digo: - és Bonito além de o rude viver
Se o eco em mim te faz arder
Acredite Bonito, me dói saber - sou adido,
Meus conflitos vivem de expedientes:
Um dia sóbrios a galgar vertigens
Noutros - estridente ócio maldito.
O ranger de dentes não é pré-requisito.
Ouça – Bonito!
O que nunca pude dizer:
A vida voa
O desejo vil
A resignação vã,
E o que resta entre nós e outras manhãs
É letivo, Te faço saber.
Alterações ortográficas vãs
Verbo no infinitivo.
Ser.
MARIA JÚLIA PONTES
ciadapoesia.blogspot.com
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