
status quotidianus, desvairamentos específicos, alucinações genéricas, poesia textual, imagética, minimalismo, alka-seltzer y otras cositas más...
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Paisagem da miséria humana
Me espanto com o que vejo:
Não pode ser real.
Não pode ser humano.
Não pode ser.
Para mim, é efêmera paisagem.
Para tantos, é face cruel e permanente da vida:
a miséria humana.
A miséria é carniça.
Os urubus estão rondando.
E o assassino está no poder.
Da miséria que lhe agrada, sua criada,
é o criador.
Dia a dia planejando
o próximo golpe fatal da criação - da multiplicação.
Não dos pães. Da fome, da dor.
A miséria não fala,
não entende o que ouve,
nem pode entender.
Suprimiram-lhe as ferramentas.
O suor corrói a sua fé.
As mãos, ásperas, secas,
fendidas como o chão que a escora,
e talvez como a vida que insiste,
não oferecem perigo.
Somos todos egoístas!
As máscaras caem.
A aridez decompõe a noção da vida.
Por mais que joguemos terra, a cova se mostra
palmo a palmo mais funda.
A miséria cresce qual erva daninha.
A parasita videira mantém-se intocada.
Onde encontrar a raiz desse mal para cortar?
LAETICIA JENSEN EBLE
quarta-feira, 30 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
A muralha da China
segunda-feira, 28 de maio de 2007
domingo, 27 de maio de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
No fim do túnel
chame-O para um tête-à-tête
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
quinta-feira, 24 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
A aventura de Mathias Rust, 20 anos depois
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2622766
Exército de um homem só (I)
Não importa se só tocam
ENGENHEIROS DO HAWAII
Canção dedicada a Mathias Rust (do disco O PAPA É POP, 1990)
Desencanto
a sonhar com um destino
de quatro folhas
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Auto-retrato
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno:
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura,
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno:
Devoto incensador de mil deidades,
(Digo de moças mil) num só momento
Inimigo de hipócritas, e frades:
Eis Bocage, em quem luz algum talento:
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia, em que se achou cagando ao vento.
BOCAGE (1765-1805)
domingo, 20 de maio de 2007
Nau frágil
naufragar é preciso...
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
sexta-feira, 18 de maio de 2007
(vide título no rodapé do texto)
no noan dar
lá fora, chove chove
cof cof
lá fora, pinga pinga
cá dentro, chá xarope
cof cof
(agite antes de usar)
cof cof
pombos hibernam em pleno outono
(o pipoqueiro não veio?)
cof cof
em tempo: já mataste o leão de hoje?
cof cof
"o que um sujeito pode dizer numa fria e chuvosa tarde curitibana, trancado em seu apartamento, curtindo uma virose e uma tosse do caralho, que já duram uma semana"
quinta-feira, 17 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
.
e felicidade geral da nação
diga ao povo
que direitos, direitos,
humanos à parte
NICOLAS BEHR
do livro "Caroço de Goiaba", Julho/1978
Esta rua não devia se chamar Mário Quintana
Não gosto do sabor insosso
das linhas retas.
Um poeta não devia nomear
uma rua reta
a rua Mário Quintana não devia ser reta
devia ter joelhos
dobrar esquinas
passar por um barbeiro e livrarias
por uma árvore centenária
por um bar
cruzar uma praça
desorganizar o retilíneo das homenagens.
Uma rota de pássaros migratórios, sim
poderia se chamar Mário Quintana.
SOLIVAN BRUGNARA
terça-feira, 15 de maio de 2007
Terça 15 Maio: Pó&Teias no Porão Loquax
Grupo Pó&Teias
ou "Grupo de Escritores Glória Kirinus", da Biblioteca Pública do Paraná, tem como característica a experiência dos Maradigmas, conceito criado pela professora e escritora Glória Kirinus, com base em Heráclito, Gaston Bachelard e Michel Maffesoli.
apresenta: Recital de Poesia, com vários poetas do grupo
Quando: Terça-feira, 15 de Maio, 23:00 horas
Onde: Wonka Bar
Rua Trajano Reis, 326 (3026-6272 / 9142-0810)
Quanto: R$ 1,99
sábado, 12 de maio de 2007
Seqüelas
ela se foi;
foi-se o que era doce...
foi-se o sono
foi-se a paz
foi-se o futuro
restou
esta briga de foi-se
no escuro
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Plá, no Paiol, 20 anos atrás

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente no suplemento Almanaque, do jornal "O Estado do Paraná", em 09/05/1987
terça-feira, 8 de maio de 2007
O futuro dos livros em questão
"O Google nunca divulga seus números, mas acredita-se que o programa Book Search já conta com mais de um milhão de livros; e o número cresce. Tornar os recursos da melhor literatura disponíveis a qualquer pessoa em frente a um computador: quem poderia achar isso ruim?
Mas o aspecto controvertido do projeto do Google não está nos títulos não protegidos por direitos autorais, e sim nos ainda protegidos; e estes, surpreendentemente, são a vasta maioria dos livros - 80% de tudo que já foi publicado ainda está protegido por direitos autorais. Para estes livros, se a editora for parte do programa de parceria do Google, até 20% deles está disponível online. O resto está apagado, mas a página contém links através dos quais é possível comprar o livro ou descobrir que biblioteca possui uma cópia. As editoras que não são parte do programa têm seus livros disponíveis para busca, mas não se pode ler nada além de um minúsculo pedaço de texto".
Por John Lanchester
Medo de altura
pingo de i
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
Avante, barbárie
Sentinelas de pedra, vendadas,
Protagonizam inábil estratégia:
colhem pétalas negras.
fervilha
na cisão do tempo
a barbárie.
O poeta sem leviandades,
por instinto
ou (in)sanidade
inscreve-se
lavra textos
onde nem tudo é razoável.
ANDRÉA MOTTA
domingo, 6 de maio de 2007
Cebola, de Manoel Carlos Karam
Acabo de ler o romance (?) - pelo menos é o que diz na capa - CEBOLA, deste escritor catarinense radicado em Curitiba. O livro ganhou o Prêmio Cruz e Sousa de Literatura de 1995. Criativo, nas minhas palavras, e originalíssimo, nas palavras de Carlos Nejar. Bastante interessante para quem pesquisa o "fazer literário". Rebuscado em excesso, em vários momentos torna-se chato, levando o leitor a abandoná-lo. Teimei em ler até o fim, pois nunca havia lido nada do autor. Não tenho dúvidas de que é um escritor competente, porém, este CEBOLA fez meus olhos arderem. Boa leitura para pesquisa e análise literária. Para quem busca simplesmente o prazer da leitura, fuja.
FCC Edições, Fundação Catarinense de Cultura, 1997, 256p
Terça 08 Maio: Haicai no Centro de Letras
sábado, 5 de maio de 2007
As Férias de Mr. Bean
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Haiku 1
jardim de inverno;
sete azaléias-anãs
brancas de neve
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Versitos
yo no creo
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
terça-feira, 1 de maio de 2007
Quarta 02 Maio: Baracnofobia, na Secretaria Estadual da Cultura

Interpretação: Carlos Sousa
Uma crítica ácido-poética sobre assuntos polêmicos como aborto, prostituição, analfabetismo e drogas. O espetáculo de Carlos Sousa vem com proposta diferente do teatro convencional. Além de entreter, tenta conscientizar o público para a realidade social brasileira. O grupo, que surgiu há 4 anos, desenvolve trabalho alternativo, cuja proposta é atingir o público de baixa renda, que não tem condições de apreciar uma peça de teatro. Diz Carlos Sousa, “tem gente que acha que teatro é aquilo que os atores de televisão fazem e se limitam a essa idéia. Quando você fala de uma peça eles nem vão”.
Prestigie!!!
Quando: Quarta-feira, 02 de Maio, 18:41 horas
Onde: Auditório Brasílio Itiberê (Secretaria Estadual da Cultura)
Rua Cruz Machado
Quanto: R$ 0,00