
status quotidianus, desvairamentos específicos, alucinações genéricas, poesia textual, imagética, minimalismo, alka-seltzer y otras cositas más...
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Sem bala na agulha
agoniza num canto vazio da alma...
respira por aparelhos
cruel prenúncio de fim,
versos chegam sem vida ao papel...
cemitério de palavras
poeta em febril angústia
rascunha o prefácio do féretro...
sabor da própria morte
RAUL POUGH
Rory Calhoun

Figur@tiva...
Pensamento constrói-se com palavras:
Sons, sintagmas, polissemas, imagens...
Silêncio... linguagens, problemas, soluções.
Alitera-se, repete-se, compara-se.
O termo na elipse se omite:
Conectivos se perdem no eclipse...
A frase na anáfora pede bis:
Contrapõe significativa metáfora.
Zeugmático o vocábulo se suprime...
Eufemismo anacoluta-se polissíndeto
Metonímia assíndeta pleonasma-se:
Onomatopéias em zumzoomzuns...
Perifraseio prosopopéica antítese
Pelo todo, a parte... singular pluralidade:
Na sinédoque, reduzi aquela cri$e...
Coincidência de vogais, tanta ironia;
Consoante fiquei com assonância:
Ao falar com madame Antonomásia...
Tentei me desviar da catacrese
Exagerei nas doses de hipérbole:
Dr. Hipérbato prescreveu-me uma silepse...
GUSTAVO DOURADO
terça-feira, 7 de agosto de 2007
A prosa do observatório
o poeta esquadrinha a natureza
em busca de indícios: eclipses
o grafismo das garças no lago
estrelas cadentes e outros sinais
da língua de deus.
e deus, crupiê do acaso,
foi passar o verão noutra galáxia
deixou no céu uma guirlanda de enigmas
e mais meia dúzia de coincidências
pra orientar o frenesi dos tolos
e as especulações da astronomia
GERALDO CARNEIRO
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
domingo, 5 de agosto de 2007
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Ponto / Contraponto
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
PAULO LEMINSKI
. . . . .
acordei sustenido
tudo estava bemol
não fazia sentido
nem sol
RAUL POUGH
Nossa Senhora Distraída

azt meséli
hogy örök voltam régen
abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri
antigamente eu era eterno
PAULO LEMINSKI
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Mário Quintana, 101 anos depois
domingo, 29 de julho de 2007
Tamara Taiana E R S H C C B A A C R D B L C M B Galdino
São 17 abreviaturas, porque não há espaço suficiente no campo do RG para escrever seus 20 nomes. O último, Galdino, é o sobrenome herdado dos pais. Na carteira de identidade, o nome fica assim: Tamara Taiana E R S H C C B A A C R D B L C M B Galdino.
Só na certidão de nascimento aparecem todos eles: Tamara Taiana Elis Regina Satiko Harumi Clélia Cristina Bethânia Angélica Amélia Catarina Rafaela Denise Berenice Lídia Clementina Magnólia Branca Galdino, 23 anos, moradora de Campinas.
Os livros de história do Brasil mostram que D. Pedro I era Pedro de Alcântara Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pachoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
Já D. Pedro II foi mais econômico: Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Gonzaga.
Sua filha chamava-se Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, mais conhecida como Princesa Isabel.
E o nosso Dr. Sócrates, ex-Corinthians e Seleção Brasileira, é o apenas Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.
sábado, 28 de julho de 2007
Tradução de Bashô
coach, coach
tchibum!
ESTRELA RUIZ LEMINSKI
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Cadeira na varanda
Pendurei meu pensamento
entre a avenca
e a samambaia.
Num galho da roseira,
espetei
meu coração.
Sossegados,
enfim,
meus olhos pastam a grama do jardim.
MARCELO SANDMANN
.
inquieto
volto pra casa mais cedo
só pra sentir a vã esperança
de ter perdido alguma coisa
jamais
chegar ao final da noite
com a certeza
de não ter perdido nada
NIVALDO LOPES
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Sem destino
Hóstia
é um pão com manteiga na chapa
um pingado e uma cena de ciúme
RAUL POUGH
Eles embarcaram em um sonho
segunda-feira, 23 de julho de 2007
sexta-feira, 20 de julho de 2007
O poema, segundo Wallace Stevens
o poema
deve resistir à inteligência
quase com sucesso
WALLACE STEVENS
quinta-feira, 19 de julho de 2007
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Ah... então tá!
gênesis,
"no princípio,
RAUL POUGH
sexta-feira, 13 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Pablo Neruda: 103 anos depois

Mariana: 1 ano depois

quarta-feira, 11 de julho de 2007
Arte fora de contexto é lixo?
Veja o filme no Youtube:
terça-feira, 10 de julho de 2007
Poema Globalizado
a civilização é a barbárie iluminada à gás.
charles baudelaire
no mundo todo
a fome mata uma criança
a cada cinco segundos
a fome mata uma criança
a cada cinco segundos
a fome mata uma criança
a cada cinco segundos
pronto!
uma criança acaba de morrer
longe – e não obstante perto –
de nossos olhos acostumados à tv
e à tarde,
de nossa pose de homens retos, reservistas,
em dia
com a justiça eleitoral e divina.
porque uma criança morre de fome
a cada cinco segundos
(e o soube numa nota do jornal de ontem
onde meus cães urinaram),
alguma coisa dentro de mim
se despede para sempre.
que grande fraude somos nós,
porque hoje é sábado
e vivemos num mundo onde,
a cada cinco segundos,
uma criança morre de fome.
estamos todos – o olhar entojado
fugindo aos olhares, a tv que não te vê
(a civilização é a barbárie à luz da tv) –
sob este tétrico relógio de parede
cujos ponteiros são ceifadeiras,
são nossos braços,
são braços de crianças
que morrem de fome o dia inteiro.
porque uma criança morre de fome
a cada cinco segundos,
absurdado, mal respiro sob minhas ruínas,
mastigo a vergonha sem poder engoli-la.
minha alma é raquítica,
minha revolta é anêmica,
meu edema é moral,
meu canto é nauseabundo,
por que uma criança morre de fome
a cada cinco segundos.
mastigamos todos esta derrota coletiva,
a derrota das mães que,
se deus permite,
se fazem em postas na salmora das lágrimas
e saciam seus filhos
com seus corpos imundos,
porque a fome mata uma criança
a cada cinco segundos.
senhoras e senhores, há restos
mal-palitados de carne humana
entre nossos dentes,
os dentes do mundo,
porque uma criança morre de fome
a cada cinco segundos.
mas a fome não mastiga,
não perde tempo...
servida na baixela da política,
da guerra, do desastre, do descaso,
a cada cinco segundos,
a fome engole inteiras
nossas crianças mal-amadas.
posso conciliar meu sono?
posso dormir 6,10, 8 horas
e acordar humano, com fome
e comer um pão inteiro?
posso escrever um poema ruim
cheio de plágios e vergonhas
sobre a quintessencial ruindade
do homem
num intervalo de vinte minutos
em que 240 crianças morreram
de fome?
não, a fome é ínvia,
e a poesia
é um saco de ajuda humanitária
sem nada dentro.
nenhuma criança poderá se fartar
nessas palavras sem proteínas,
feitas de ossos e vegetais podres,
nem terá minha culpa a desculpa
de um poema péssimo
ou deixará de percorrer o arco
do silêncio ao silêncio,
da desinformação ao esquecimento.
o relatório da FAO será arquivado
nos computadores da ONU
e a nota do jornal que absorve o mijo
de nossos cães
ou dobra-se sobre o peixe
das celebrações,
a nota de papel que se fez grito
e carne
será dependurada num gancho
(não exposta como quase sugiro,
e sim escondida, de nós mesmos),
no frigorífico
de nossa indignação,
porque tendemos a saber por apenas
cinco segundos
que uma criança morre de fome
a cada cinco segundos.
não, a poesia não serve!
(essa merda de poema
vale menos que minhas fezes)
a poesia está terminantemente
quebrada,
porque no mundo todo
a fome mata uma criança
a cada cinco segundos
a fome mata uma criança
a cada cinco segundos
RODRIGO MADEIRA
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Niemeyer e sua relação com a merda
Ninguém merece!
José Sarney (1º mandato)
Jader Barbalho (*)
Ramez Tebet
(*) Jader renunciou à Presidência do Senado e ao mandato de Senador (para não ser cassado). Atualmente é Deputado Federal.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
O "engolismo"
para "Wolf, o Vermelho" e "Fernando Moreira", inspiradores
se abro a boca
engulo mosquito
se fecho a boca
engulo sapo
pronto: isto é o "engolismo"
acabo de definir
(queriam o que, uma tese?)
o impasse existencial do homem
diante do nonsense da vida
eis meu legado
aos jovens filósofos, cientistas e pensadores
para refletir e desenvolver
o "engolismo"
é uma convergência científico-filosófica
do "mosquitismo" e do "sapismo",
(esta nomenclatura faz parte do legado)
minha genialidade pára aqui
apresentei o peixe...
a pescaria é com vocês
"engolismo": deve ser grafado sempre em caracteres minúsculos
RAUL POUGH
E agora, John?
homem nenhum é uma ilha...
e esta porção de mim
cercada de mágoa
por todos os lados?
RAUL POUGH
terça-feira, 26 de junho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Notinha de rodapé
amigos
esse é um tempo
de morte lenta
vã
a nossa pressa
FRED MAIA
do livro "Um Rock Por Nada", 1986
domingo, 24 de junho de 2007
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Descartável
estendo o braço sobre o descanso
(momento em que me faço canhoto)
fecho a mão e aperto os dedos sem que me mandem,
antecipando o cumprimento de ordens já conhecidas
que vem das bocas educadas
destes marujos terrenos de farda branca
ah, estes sim, verdadeiros heróis,
que navegam todos os dias por mares vermelhos,
cuidando para retardar o naufrágio inevitável
que um dia haverá de emborcar a nau
que carrega os nossos suspiros de vida!
- a seringa é descartável, senhor
a picada doeu; senti, mas não vi,
nunca olho, não me faz bem
fosse eu um príncipe, ela teria dito,
mas era rubro, com certeza;
a alma, esta sim, espero-a azul;
é a nobreza que realmente importa
- agora o senhor já pode ir;
pegue o protocolo na saída
duas bolachas
e um copinho de café
quebraram o jejum
RAUL POUGH
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Riquelme hizo vibrar al Boca campeón
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Dalton Trevisan faz 82 anos

Boca goleó y ya se abraza a la Copa
quarta-feira, 13 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
quinta-feira, 7 de junho de 2007
segunda-feira, 4 de junho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
sábado, 2 de junho de 2007
Falo
falo de dia
falo de noite
falo na frente
falo por trás *
e falo grosso...
às vezes, grito...
mas já cheguei a gaguejar
e até a perder a fala
dentro de ônibus lotado
adoro sussurrar
quando estou deprimido
não falo...
falo até com estranhas
(mas só de camisinha)
* (por trás é muito bom...)
RAUL POUGH
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Patrulhamento?
Seu comentário foi salvo e será exibido após a
Trauma
aquele U
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
Liberdade
Retomou as rédeas da sua vida: largou o marido.
(de lembrança, conservou a carroça.)
ALICE DANIEL
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Paisagem da miséria humana
Me espanto com o que vejo:
Não pode ser real.
Não pode ser humano.
Não pode ser.
Para mim, é efêmera paisagem.
Para tantos, é face cruel e permanente da vida:
a miséria humana.
A miséria é carniça.
Os urubus estão rondando.
E o assassino está no poder.
Da miséria que lhe agrada, sua criada,
é o criador.
Dia a dia planejando
o próximo golpe fatal da criação - da multiplicação.
Não dos pães. Da fome, da dor.
A miséria não fala,
não entende o que ouve,
nem pode entender.
Suprimiram-lhe as ferramentas.
O suor corrói a sua fé.
As mãos, ásperas, secas,
fendidas como o chão que a escora,
e talvez como a vida que insiste,
não oferecem perigo.
Somos todos egoístas!
As máscaras caem.
A aridez decompõe a noção da vida.
Por mais que joguemos terra, a cova se mostra
palmo a palmo mais funda.
A miséria cresce qual erva daninha.
A parasita videira mantém-se intocada.
Onde encontrar a raiz desse mal para cortar?
LAETICIA JENSEN EBLE
quarta-feira, 30 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
A muralha da China
segunda-feira, 28 de maio de 2007
domingo, 27 de maio de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
No fim do túnel
chame-O para um tête-à-tête
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
quinta-feira, 24 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
A aventura de Mathias Rust, 20 anos depois
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2622766
Exército de um homem só (I)
Não importa se só tocam
ENGENHEIROS DO HAWAII
Canção dedicada a Mathias Rust (do disco O PAPA É POP, 1990)
Desencanto
a sonhar com um destino
de quatro folhas
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Auto-retrato
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno:
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura,
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno:
Devoto incensador de mil deidades,
(Digo de moças mil) num só momento
Inimigo de hipócritas, e frades:
Eis Bocage, em quem luz algum talento:
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia, em que se achou cagando ao vento.
BOCAGE (1765-1805)
domingo, 20 de maio de 2007
Nau frágil
naufragar é preciso...
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
sexta-feira, 18 de maio de 2007
(vide título no rodapé do texto)
no noan dar
lá fora, chove chove
cof cof
lá fora, pinga pinga
cá dentro, chá xarope
cof cof
(agite antes de usar)
cof cof
pombos hibernam em pleno outono
(o pipoqueiro não veio?)
cof cof
em tempo: já mataste o leão de hoje?
cof cof
"o que um sujeito pode dizer numa fria e chuvosa tarde curitibana, trancado em seu apartamento, curtindo uma virose e uma tosse do caralho, que já duram uma semana"
quinta-feira, 17 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
.
e felicidade geral da nação
diga ao povo
que direitos, direitos,
humanos à parte
NICOLAS BEHR
do livro "Caroço de Goiaba", Julho/1978
Esta rua não devia se chamar Mário Quintana
Não gosto do sabor insosso
das linhas retas.
Um poeta não devia nomear
uma rua reta
a rua Mário Quintana não devia ser reta
devia ter joelhos
dobrar esquinas
passar por um barbeiro e livrarias
por uma árvore centenária
por um bar
cruzar uma praça
desorganizar o retilíneo das homenagens.
Uma rota de pássaros migratórios, sim
poderia se chamar Mário Quintana.
SOLIVAN BRUGNARA
terça-feira, 15 de maio de 2007
Terça 15 Maio: Pó&Teias no Porão Loquax
Grupo Pó&Teias
ou "Grupo de Escritores Glória Kirinus", da Biblioteca Pública do Paraná, tem como característica a experiência dos Maradigmas, conceito criado pela professora e escritora Glória Kirinus, com base em Heráclito, Gaston Bachelard e Michel Maffesoli.
apresenta: Recital de Poesia, com vários poetas do grupo
Quando: Terça-feira, 15 de Maio, 23:00 horas
Onde: Wonka Bar
Rua Trajano Reis, 326 (3026-6272 / 9142-0810)
Quanto: R$ 1,99
sábado, 12 de maio de 2007
Seqüelas
ela se foi;
foi-se o que era doce...
foi-se o sono
foi-se a paz
foi-se o futuro
restou
esta briga de foi-se
no escuro
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Plá, no Paiol, 20 anos atrás

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente no suplemento Almanaque, do jornal "O Estado do Paraná", em 09/05/1987
terça-feira, 8 de maio de 2007
O futuro dos livros em questão
"O Google nunca divulga seus números, mas acredita-se que o programa Book Search já conta com mais de um milhão de livros; e o número cresce. Tornar os recursos da melhor literatura disponíveis a qualquer pessoa em frente a um computador: quem poderia achar isso ruim?
Mas o aspecto controvertido do projeto do Google não está nos títulos não protegidos por direitos autorais, e sim nos ainda protegidos; e estes, surpreendentemente, são a vasta maioria dos livros - 80% de tudo que já foi publicado ainda está protegido por direitos autorais. Para estes livros, se a editora for parte do programa de parceria do Google, até 20% deles está disponível online. O resto está apagado, mas a página contém links através dos quais é possível comprar o livro ou descobrir que biblioteca possui uma cópia. As editoras que não são parte do programa têm seus livros disponíveis para busca, mas não se pode ler nada além de um minúsculo pedaço de texto".
Por John Lanchester
Medo de altura
pingo de i
RAUL POUGH
do livro "Síndrome de Hipotenusa"
Avante, barbárie
Sentinelas de pedra, vendadas,
Protagonizam inábil estratégia:
colhem pétalas negras.
fervilha
na cisão do tempo
a barbárie.
O poeta sem leviandades,
por instinto
ou (in)sanidade
inscreve-se
lavra textos
onde nem tudo é razoável.
ANDRÉA MOTTA
domingo, 6 de maio de 2007
Cebola, de Manoel Carlos Karam
Acabo de ler o romance (?) - pelo menos é o que diz na capa - CEBOLA, deste escritor catarinense radicado em Curitiba. O livro ganhou o Prêmio Cruz e Sousa de Literatura de 1995. Criativo, nas minhas palavras, e originalíssimo, nas palavras de Carlos Nejar. Bastante interessante para quem pesquisa o "fazer literário". Rebuscado em excesso, em vários momentos torna-se chato, levando o leitor a abandoná-lo. Teimei em ler até o fim, pois nunca havia lido nada do autor. Não tenho dúvidas de que é um escritor competente, porém, este CEBOLA fez meus olhos arderem. Boa leitura para pesquisa e análise literária. Para quem busca simplesmente o prazer da leitura, fuja.
FCC Edições, Fundação Catarinense de Cultura, 1997, 256p